sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

IRIDOLOGIA




Assim como os olhos são as janelas da alma, a íris é o espelho do corpo, pois nela se refletem os desequilíbrios do organismo.

A observação das doenças através dos olhos é tão antiga quanto a própria humanidade. Tanto na China como no Tibete as mudanças e sinais nos olhos já eram relacionados com anomalias ou alterações internas do organismo. Existem também referências sobre o assunto em trabalhos deixados por Hipócrates e em registros da Escola de Salerno, centro de estudos de medicina que já existia no século IX e que prosperou durante toda a Idade Média. Hoje o diagnóstico pela íris está difundido em todo o mundo, com maior desenvolvimento na Europa e nos Estados Unidos. Acessível, objetivo e direto, o irisdiagnóstico pode ser praticado por qualquer profissional da área terapêutica ou até mesmo por leigos que se dediquem ao estudo da Iridologia.

Os olhos não mentem jamais

Irisdiagnóstico é o método que permite diagnosticar doenças, disfunções e alterações orgânicas pela simples observação da íris - parte colorida que é circundada pelo "branco dos olhos". Esse método permite a observação direta da íris sem recursos técnicos especiais, se bem que uma lente de aumento ajustada a um foco luminoso produz melhores resultados. Existem também lupas iluminadas que facilitam o exame, além dos iridoscópios, que ampliam o campo observado e podem ser acoplados a câmaras fotográficas. Mas é possível realizar o diagnóstico pela íris munido apenas de uma lupa potente e uma pequena lanterna. As lupas com foco luminoso utilizadas em filatelia são muito apropriadas para um diagnóstico razoável. É muito importante deixar claro que irisdiagnóstico não é o estudo das doenças da íris ou dos olhos, mas sim de qualquer parte do corpo através da observação da íris. Esse estudo também não tem nada a ver com exame de "fundo de olho", que consiste no exame oftalmológico da retina, ou parte posterior e profunda dos olhos, bem além da íris. O irisdiagnóstico fornece sinais que devem ser avaliados e interpretados segundo a sua localização na íris e obedecendo os critérios da Iridologia.

Um pouco de história

Philipus Meyens foi o primeiro a publicar um trabalho sobre Iridologia. Isso foi em 1670 em Desden, Alemanha, e seu livro fazia um interessante estudo sobre sinais iridológicos e suas relações com determinadas doenças, apresentando um pequeno mapa da íris com áreas representativas de alguns órgãos do corpo humano. Depois foi a vez de Johann Sigmund Eltzholtz (Nürnberg, 1695) se aprofundar mais no estudo de Meyens. Quase um século mais tarde, em Göttingen, Christian Haertls, baseado nos estudos de Meyens e Eltzholtz, lança um polêmico e importante trabalho. Mas é com o clínico húngaro Ignatz von Peczely (1822-1911) que a Iridologia começa a ficar conhecida. Segundo a história, Peczely caçou uma coruja que, ao fraturar uma pata na armadilha, apresentou um fino traço na região inferior da íris correspondente ao lado fraturado. Com a curiosidade aguçada pelo fato, Peczely acompanhou a consolidação da fratura, constatando que o traço da íris desaparecia aos poucos restando apenas uma marca muito tênue. Estudando outros autores sobre o assunto, Peczely desenvolveu então pesquisas comparativas em hospitais, formando um considerável grupo de discípulos. Em 1881, após muitas dificuldades, conseguiu lançar seu primeiro trabalho. Muitas obras sobre o assunto surgiram depois na Europa, principalmente na Alemanha. O interesse pela Iridologia espalhou-se pela Europa, no início da década de 1900 o novo sistema foi introduzido nos Estados Unidos pelo Dr. Nils Liljequist, um homeopata sueco. E foi um norte-americano, o Dr. Bernard Jensen, que desenvolveu o mapa da íris que atualmente é mais conhecido e utilizado.

Anatomia dos olhos

Além das funções visuais, a íris representa, em sua topografia, os órgãos e sistemas do corpo humano.

O globo ocular é uma esfera eliptóide mais parecida com um ovo do que com uma bola perfeita. Tem três camadas distintas e concêntricas: a esclerótica, o tracto uveal e a retina. A íris, que é a parte que mais nos interessa aqui, é um dos componentes do tracto uveal e é a parte colorida dos olhos, geralmente castanha, azul, cinzenta ou verde, circundando a pupila, também conhecida como "menina dos olhos". A íris é constituída por quatro zonas e seis camadas e sua principal função é permitir a maior ou menor entrada de luz, graças a sua capacidade de contração ou descontração, segundo a quantidade de luz ambiental. Ela depende ainda de estímulos do sistema nervoso autônomo, que produzem a miose (contração) e a midríase (dilatação).

Os órgãos do corpo através da íris

Além de suas importantes funções visuais, a íris é responsável pela representação, em sua topografia, de todas as partes do organismo. Assim, qualquer alteração fisiológica determina modificações iridais correspondentes à região do órgão ou parte alterada. Embora seja ainda uma teoria não aceita universalmente, a Iridologia entende que as modificações na íris surgem devido à comunicação direta do sistema nervoso central com esse órgão através do gânglio ciliar e da cadeia simpática. Qualquer alteração orgânica projeta, via sistema nervoso, uma modificação no padrão normal da textura e da cor da íris.

Como os órgãos se representam na íris

A íris representa todas as partes do organismo em sua topografia. Isso é possível graças ao Sistema Nervoso Autônomo, composto de duas cadeias nervosas - o simpático e o parassimpático - que inervam todas as partes do organismo e levam impulsos sobre a situação de cada região até o cérebro (Sistema Nervoso Central) e até a íris, onde essas impressões ficam registradas.

O mapa da íris

Um instrumento valioso, que facilita a identificação dos sinais característicos de cada paciente.

O mapa iridológico é a representação gráfica das áreas da íris correspondentes aos órgãos, sistemas e regiões do corpo humano. A melhor maneira de compreender a perfeita e simétrica distribuição dos órgãos na íris é observando o mapa iridológico com todo o cuidado. A primeira vista surge um certo grau de dificuldade para localizar um órgão ou região na íris, e na prática também aparecem obstáculos que podem ser superados à medida que o estudante se aprofunda no assunto.

O sistema gastrointestinal

No centro do olho está a pupila, que é um espaço determinado pela maior ou menor dilatação da íris, de acordo com o grau de luminosidade presente. Circundando a pupila está a área do estômago. Cada metade desse órgão aparece na íris do lado correspondente: do lado esquerdo, o cárdia; do direito, o piloro. Ao redor dessa área está a região dos intestinos, sendo que o intestino delgado situa-se na parte interna ou medial de cada íris. Na íris direita, a região do duodeno não se comunica com a do jejuno, que desce pelo ângulo interno, circundando a região do estômago, indo comunicar-se abaixo com a região do ceco e com a área do apêndice ileocecal, que faz uma vírgula no sentido dos pés. Nessa região começa a área correspondente ao intestino grosso; o cólon ascendente sobe pela região lateral ou externa da íris, representado apenas pela sua metade direita. A metade esquerda do cólon transverso está representada na íris esquerda, onde continua como cólon descendente, percorre a região lateral ou externa da íris esquerda, na parte bem próxima à área do estômago. O cólon descendente descreve um leve arco e continua para baixo, fazendo uma curva acentuada para a direita, sendo que a região passa a representar o cólon sigmóide, que segue até as proximidades do início do intestino delgado na região interna da íris esquerda, formando então a região relativa ao reto e ao ânus. Neste caso, o reto e o ânus pertencem ao grupo de órgãos que não tem representação bilateral, fazendo parte apenas da íris esquerda. A área gastrintestinal, descrita acima, tem uma distribuição irregular, não obedecendo o mesmo padrão da representação das demais áreas correspondentes aos outros órgãos.

O sistema nervoso e outras funções

Circundando a região das vísceras digestivas há uma área quase circular, chamada coroa iridal, onde está representado o sistema nervoso autônomo. É o ponto de reunião de fibras nervosas simpáticas e parassimpáticas. Os órgãos bilaterais, como rins, pulmões, supra-renais, testículos, ovários e olhos são representados nas duas íris. Exemplo: o rim direito aparece numa área da íris direita e o rim esquerdo na íris esquerda. Devido à característica de sua posição anatômica, alguns órgãos são representados na íris correspondentes ao lado do corpo que ocupam. Assim, o fígado e a vesícula biliar estão representados na íris direita, enquanto o coração e o baço estão localizados na íris esquerda. Fugindo um pouco ao padrão, o pâncreas está na íris direita e o plexo solar na esquerda. Há alguma controvérsia quanto à localização da região cardíaca, prevalecendo a tendência de se aceitar sua representação na íris esquerda.

As glândulas e o cérebro

Órgãos como as glândulas endócrinas e o cérebro têm suas partes representadas nas duas íris. A hipótese, a pineal e o timo têm representação bilateral, como é também o caso de órgãos únicos centrais: o útero, a próstata, a vagina, o pênis, a bexiga, a boca, a laringe, a traquéia, o esôfago, as cordas vocais, o nariz, a medula espinhal, a coluna vertebral. O lado mais externo da íris, correspondente ao limbo esclerocorneano, é a área que representa a pele.

Logo abaixo dessa área está a região que corresponde à circulação periférica, ao sistema linfático e ao sistema circulatório venoso e arterial.

A cor dos olhos

Tanto o colorido como a textura e a densidade da íris podem fornecer informações importantes sobre a saúde da pessoa.

As cores naturais básicas as íris são três: castanho, azul e cinza. A íris castanha, que é a mais comum, indica a presença do pigmento denominado melanina, ou de outros pigmentos escuros depositados no estroma iridal. Já a íris azul tem uma menor quantidade de pigmentos no estroma, deixando assim transparecer uma parte da última camada iridal, a camada retiniana. A coloração cinzenta deve-se a uma compactação e estreitamento do estroma iridal, fato muito comum na velhice, e isso explica a mudança de coloração dos olhos de pessoas mais idosas.

Íris verde, sinal de fraqueza

A íris de cor verde, embora bastante comum é considerada, é considerada resultado de um enfraquecimento interno, ou seja, não é tida como íris de bom padrão. Tratamentos naturais bem sucedidos podem, em alguns casos, modificar a coloração da íris verde para azul. A íris muito negra, da mesma forma, não é considerada normal, pois tal coloração pode ocorrer devido à presença de toxinas nos órgãos internos. Os albinos têm íris avermelhadas em função da completa ausência de pigmentos nas camadas da íris, permitindo a projeção da cor vermelha dos vasos iridais. Algumas pessoas possuem uma íris de cor diferente da outra ou apresentam uma grande mancha marrom dentro de uma íris azul. Essas modificações são provocadas por depósitos de toxinas ou compostos químicos em regiões do corpo. Essas transformações são comuns em tratamentos intensos à base de antibióticos, quimioterápicos fortes ou corticóides, e nos casos de intoxicação por produtos químicos como enxofre, fósforo, iodo, sódio e outros. Tais alterações também podem significar enfraquecimento generalizado do organismo, irritações e problemas circulatórios - sua interpretação depende da experiência do observador.

Textura e densidade da íris

Uma íris tem boa textura ou densidade quando suas fibras são bem compactadas, próximas e finas. A textura é determinada pela organização das fibras. Uma íris de boa densidade é homogênea, sem marcas, indicando boa saúde e boa constituição herdadas. É um tipo raro atualmente, quando é comum encontrarmos íris de má textura, com machas, orifícios e separações entre as fibras. Muitas vezes, hoje em dia, as crianças já nascem com fraca densidade iridal, o que significa herança de má saúde e enfraquecimento. O portador de íris com má textura está sujeito a problemas de saúde e exige sempre cuidados. Após um processo terapêutico eficaz, geralmente ocorre uma melhora da má densidade iridal, mas é difícil uma recuperação completa e total.

A íris pode apresentar também sinais em virtude de cirurgias em qualquer parte do corpo, ou lesões, fraturas, contusões intensas, perdas de tecido, cortes, etc., que determinam modificações da textura iridal. Esses sinais tendem a nunca se modificar ou desaparecer, permanecendo como uma espécie de cicatriz.

Como a íris reflete as doenças

Os sinais da íris são dinâmicos, mudando de cor e de aspecto conforme os processos de agravamento das doenças ou de recuperação do organismo.

Uma íris normal se caracteriza pela ausência de sinais, orifícios e sombras. Os sinais de degeneração verificadas no exame iridológico variam de coloração entre o branco e o negro, passando pelo cinza-claro e pelo cinza-escuro. Sinais de cor branca indicam um estágio inflamatório agudo de intensidade variada ou um acúmulo de material ácido. Marcas negras indicam um estágio crônico, degenerado e destrutivo, próprio das condições em que a doença determina perda ou degeneração dos tecidos, como no caso de câncer e outros tipos de tumores. Marcas de cirurgias e outras mutilações também podem surgir em forma de manchas escuras, mas sem grande profundidade, e geralmente com os bordos bem delimitados.

Sinais que se aprofundam

Para entender melhor este processo, é importante saber que as camadas da íris são superpostas. Quando uma doença está no seu estado agudo, geralmente inflamatório, há uma elevação na segunda camada iridal. Se a doença se torna crônica, as camadas mais profundas da íris são atingidas. Isso não significa uma lesão da íris, mas um sinal representativo de algo que ocorre no órgão correspondente, segundo o mapa iridológico. Quando a doença evolui sem tratamento adequado, ocorre um aprofundamento de marca para as camadas mais internas: do branco surge um aprofundamento leve de cor cinza-claro (estágio sub-agudo), depois mais profundamente ainda para o cinza-escuro ou verde-profundo (estado crônico) e, finalmente, aparece um orifício ou marca funda de base negra. Esse quadro aponta uma condição degenerativa final ou destrutiva. É importante, no entanto, distinguir esse tipo de sinal das manchas negras superficiais, que têm outro significado.

Conhecendo os sinais de cura

O diagnóstico pela íris pode revelar se um tratamento está ou não produzindo resultados realmente satisfatórios, e não significa apenas uma simples eliminação superficial de sinais e sintomas. Isso pode ser entendido observando-se a presença dos sinais iridais que caracterizam uma ação de cura. Se um sinal da íris, fundo e de base negra, representa uma lesão degenerativa ou tumoral (gangrena, câncer, etc.), e o tratamento aplicado é eficaz, começam a surgir traves ou linhas sinuosas esbranquiçadas no fundo dessas marcas.

Dando seqüência ao processo de cura, essas traves brancas intensificam-se gradativamente até que a base da lesão fica totalmente esbranquiçada. Nesta fase, geralmente há um retorno de antigos sinais clínicos ou uma intensificação dos sintomas da doença, ocorrendo um processo inflamatório de caráter agudo. É o que se chama de "crise de cura". De acordo como os postulados mais conhecidos da Medicina Natural, essa crise representa a única forma real de curar, uma vez é necessário provocar um retrocesso na evolução da doença, caso contrário ela permanecerá latente e ativa.

Quando o tratamento não é adequado ou quando não se consegue reproduzir o fenômeno de reequilíbrio vital ou de recuperação biológica, os sinais de cura são muito fracos, quando não inexistentes.

Dietas, ervas e hidroterapia

Quando se usa um antibiótico no combate a uma infecção crônica, surgem primeiro sinais de sub-agudização (cinza-claro ou esverdeado), depois de cronificação ou latência e até sinais de degeneração, pois o antibiótico combate só os germes, que são apenas um dos fatores, ou somente os resultados da infecção. Já na Medicina Natural moderna e cientifica, a atenção do terapeuta volta-se para o indivíduo como um todo. O tratamento básico de um processo infeccioso sem risco imediato é a limpeza dos tecidos, depuração, oxigenação adequação, alcalinização e diminuição da viscosidade dos humores corporais. Isso é obtido por meio de recursos como dietas especiais, ervas medicinais, hidroterapia e outras práticas naturais. Nos casos urgentes, entretanto, pode-se aplicar recursos da medicina moderna, segundo a experiência do terapeuta. As lesões ou marcas que modificam a textura normal da íris, determinando separação ou interrupção das fibras, são chamadas de criptas, lagunas e ravinas. Elas configuram os principais tipos de problemas que vimos até agora.

Sinais de alerta

O exame iridológico é capaz de revelar as tendências do organismo antes que elas possam ser detectadas por qualquer outro tipo de diagnóstico.

Um dos sinais anormais mais freqüentes que aparecem na íris é provocado pela presença de acidez e muco no organismo. Surge então uma área iridial enevoada ou pontilhada, sempre em tonalidade branca. Quanto mais forte o sinal, mais intenso é o processo, que pode chegar até à infecção.

Esse acúmulo de acidez e muco nos tecidos e órgãos é bastante comum devido à alimentação moderna, excessivamente rica em produtos acidificantes e fermentativos. Entre os alimentos que mais contribuem para esse tipo de problema estão o açúcar refinado, a farinha branca, os enlatados, os alimentos pastosos (sem fibras), as carnes em conserva e outros alimentos industrializados.

Onde há muco, há renovação

Segundo a filosofia da Medicina Natural, o muco é uma forma de eliminação dos elementos prejudiciais ao organismo. Assim, onde houver sinais de acúmulo de muco está ocorrendo uma tentativa de renovação por parte do tecido correspondente. Uma infecção é sempre uma forma de recuperação, desencadeada pelo próprio organismo. Nestes casos, o tratamento mais sensato consiste em ajudar o corpo nesse trabalho, como nos ensinou Hipócrates. Dentro desse raciocínio, os germes não seriam mais do que elementos secundários e oportunistas.

Anéis nervosos

Para fazer um bom diagnóstico é conveniente praticar bastante e aprender a interpretar o múltiplo significado dos anéis nervosos. Eles geralmente indicam irritação nervosa e estão presentes em casos de neurites, nevralgias, espasmos viscerais (cólicas), contrações musculares, cãibras, acúmulo de ácido lático nos músculos, dores, insônia, alterações emocionais fortes, stress e até mesmo inflamações dolorosas e queimaduras. No caso de toxicômanos ou pessoas sob a ação de drogas ou analgésicos fortes, os anéis aparecem com freqüência.

Os anéis nervosos têm vários tamanhos, podem circundar completa ou parcialmente a pupila e também podem ser múltiplos, bem delimitados, finos ou grossos. Quanto maior o anel, maior é a área afetada. Anéis pequenos e entrecortados indicam situação menos críticas. É uma boa conduta em Iridologia procurar saber onde começa e termina o anel, para que se possa ter idéia de quais as regiões afetadas.

Anel escuro

Pode ser observado na periferia da íris, na região correspondente à área da pele. Tem coloração escura, muitas vezes negra e opaca, e às vezes é mais fino ou mais grosso em determinada área. Pode abranger também áreas iridais internas, indo da 5.ª a 6.ª zona menor (local mais comum) e até mesmo à 3.ª zona menor em casos mais adiantados. O anel escuro indica acúmulo de substâncias tóxicas, especialmente de origem alimentar ou medicamentosa, na região da pele, tecido sub-cutâneo, sistema micro circulatório e linfático periférico. A pele é o mais importante órgão de eliminação que o organismo possui. Qualquer alteração da sua função provoca acúmulos. Quando o anel escuro surge fora da íris, ou na esclerótica, circundando a íris externamente, significa que há excesso de carga tóxica crônica no sangue.

Anel de sódio e arco senil

Estes são dois sinais que aparecem nas áreas mais periféricas da íris, mais exatamente de córnea. Descrevem arcos completos ou interrompidos e podem variar em largura, densidade e cor. Geralmente são de um branco leitoso e azulado, e às vezes densamente brancos e facilmente visíveis a olho nu. É importante diferenciar bem esses dois sinais, que muitas vezes aparecem juntos. O anel de sódio tem limites mais preciosos e mais marcados que o arco ou halo senil, que é mais difuso e de difícil delimitação, podendo surgir apenas como uma névoa esbranquiçada. Quando os dois aparecem juntos, têm o aspecto de um anel branco e denso, ocupando grande parte da região corneana, como se a esclerótica cobrisse a córnea.

Arco senil e a arteriosclerose

O arco ou halo senil significa anemia da região correspondente, devido à falta de irrigação sanguínea suficiente. É conseqüência do acúmulo de substância sódicas nas artérias de pequeno calibre e do seu endurecimento (arteriosclerose). O arco senil já é um sinal conhecido em geriatria, mas não tem o mesmo significado e explicação que a Iridologia lhe dá. Para a geriatria, o arco senil é um sinal clássico de velhice. A Iridologia, por sua vez, utiliza o termo "anemia de extremidades" para indicar o resultado do fenômeno de esclerose dos vasos: o idoso tem a pele ressecada e pálida, com sua função de excreção diminuída, tem mãos e pés frios e memória deficiente. O halo senil - que é sempre um sinal bilateral - indica acometimento difuso do córtex cerebral, representando má circulação, falência da memória e declínio das funções do cérebro.

Tanto o anel de sódio quanto o arco senil surgem também como resultado do acúmulo de outras substancias além do sódio, ou mesmo devido à calcificação das artérias e a perturbação metabólicas, como nos casos de diabetes melito, tabagismo e alcoolismo crônico. Nesses casos há redução da capacidade circulatória arterial, tanto cerebral quanto dos membros inferiores.

A intensidade do arco senil e do anel de sódio nem sempre é proporcional ao sintoma ou à doença. Curiosamente, em estágios adiantados de arteriosclerose cerebral, pode-se verificar o desaparecimento completo ou parcial dos sinais na íris, sem que exista uma explicação adequada para este fenômeno. Outras vezes, o sinal pode aparecer na íris sem qualquer sintoma da doença.

A ameaça das toxinas

O acúmulo de material tóxico no organismo aparece na íris sob a forma de pontos, manchas ou raios. Saiba como prevenir ou eliminar estes sinais através de uma alimentação sadia.

Fáceis de verificar e visíveis a olho nu, os depósitos tóxicos geralmente se apresentam como manchas, pontos ou ainda como raios em forma de estrela. São sempre superficiais e mais comumente aparecem como manchas isoladas, negras ou castanhas. Podem surgir em qualquer época da vida, inclusive no nascimento. A oftalmologia vê os sinais escuros na íris como manchas herdadas ou adquiridas, considerando-as pigmentação natural. Para a Iridologia, no entanto, esses sinais representam concentrações tóxicas muito perigosas. De maneira geral, eles aparecem quando a área orgânica ou o tecido corresponde sofre a deposição de material tóxico, oriundo de alimentos de má qualidade.

Depósitos tóxicos

Quando o sinal é muito escuro e representa um órgão importante, sabe-se que a função corre risco, pois trata-se de uma área frágil que está com seu trabalho celular prejudicado pela presença de substâncias que atrapalham a respiração, a excreção, as trocas metabólicas e a vitalidade. A origem desse material tóxico está basicamente nas carnes condicionadas - lingüiça, salsicha, presunto, mortadela, salame, copa, etc. alguns grupos médicos entendem que os depósitos tóxicos são determinados por acúmulos de toxinas derivadas do metabolismo protéico excessivo - uréia, amônia, ácido úrico, etc.

Rosário linfático

Este sinal da íris é representado por várias manchas brancas, de bordos irregulares, esfumaçadas ou paridas, quase sempre em forma de estrela. Limitam-se quase que exclusivamente à área iridal correspondente à circulação linfática, na quinta zona menor, raramente abandonando a terceira zona maior, e formando uma seqüência ou "rosário" de machas. Esses sinais surgem quando há congestão linfática em determinada região, isto é, quando a presença de material tóxico, ácido ou mucoso (catarral) dentro das vias linfáticas, com concentração nos gânglios. O caráter inflamatório é típico e muito comum. Acredita-se que o rosário linfático apareça como fase prévia de doenças inflamatórias e infecciosas agudas ou crônicas.

Função do sistema linfático

Este sistema é responsável pela drenagem do líquido linfático em direção aos gânglios e ao sangue. Os vasos linfáticos intestinais drenam certa quantidade de líquidos e de nutrientes, geralmente gorduras, em direção a outros canais com maior calibre, e daí ao coração, onde a linfa é jogada na corrente sanguínea. Muitas células de defesa e vários tipos de linfócitos existem aí em grande quantidade e pertencem ao mecanismo de defesa contra elementos estranhos. Quando a íris apresenta um grande rosário linfático, isso significa que pode ocorre qualquer doença de pele, dos gânglios linfáticos ou de órgãos, desde uma virose até graves infecções centrais. Isto é comprovado por observações clínicas de iridologistas e patologistas do mundo inteiro. Rosário linfático, dependendo de sua localização, podem indicar vários tipos de problemas, como amigdalites, inflamações difusas, corrimentos vaginais, secreções mucosas brônquicas, nodulações, ínguas, gânglios infartados, virose, linfomas, etc.

Sinais mecânicos

Quando ocorre uma alteração na posição de um órgão - como no caso da queda do intestino, por exemplo - esse deslocamento aparece claramente na íris.

Os sinais mecânicos surgem quando há perturbação da irrigação sanguínea com prejuízo da oxigenação e alimentação dos tecidos, congestão venosa e linfática e diminuição do fluxo nervoso. Esses problemas podem ocorrer em conjunto ou isoladamente, aparecendo como conseqüência da dilatação de órgãos, compressões, etc. Há acúmulo de líquidos, gases e matéria alimentar nos intestinos, determinando sua dilatação crônica, seguida ou não de prisão de ventre. Com o tempo, o cólon (principalmente o transverso) tende a cair em direção à pélvis, criando má vasculação de suas próprias paredes, comprimindo vísceras como a bexiga, o útero, a próstata e comprometendo a irrigação sanguínea de toda a região. Dilatações dos ureteres, provocadas por obstruções como cálculos, só aparecem quando o grau do problema é muito acentuado. É difícil detectar cálculos e pedras nos rins e na vesícula através do exame iridológico, mas esses sinais são percebidos quando determinam dilatações excessivas, inflamações, etc.

(não possuo a fonte desse artigo, se alguem souber, por favor indique para os devidos créditos)